Um blog de discussão onde a esquerda e a direita estão representados mas isso é o que menos importa. Discussão de ideias, porque por ai, já ninguém tem muitas.... PROVOCAR É PRECISO!

quarta-feira, maio 03, 2006

Segurança(?) Social

Depois de um período sem escrever, vem tecer umas considerações sobre este assunto.

Existe dois modelos que suportam as pensões: o Pay-as-you-go (PAYG) e a capitalização.

O primeiro é o modelo que está a vigorar na nossa segurança social. Os trabalhadores activos pagam as reformas daqueles que estão no inactivo, ganhando o direito a que aconteça o mesmo quando estiverem se reformarem.

O segundo funciona numa lógica de capitalizar o que se contribui hoje para amanhã receber aquilo que estive a contribuir acrescido de uma valorização.

O modelo (PAYG) teve origem após a segunda guerra mundial, numa altura em que o crescimento era elevado e foi ajudado pelo baby-boom. E dentro deste cenário faz todo o sentido. Existe mais pessoas a trabalhar do que a receber uma pensão. Não há desequilíbrio.

O modelo de capitalização está dependente das taxas de juro e de um bom desempenho do mercado.

Sabendo que o modelo PAYG está condenado (a não ser que nos próximos anos exista uma explosão da taxa de natalidade), porque continuam a insistir nele?

A atitude mais lógica e racional do estado neste momento seria a seguinte:
usar os tectos de contribuição que estão consagrados na lei de bases. Ou seja, assegurar uma pensão mínima por parte do estado e deixar que os trabalhadores façam a gestão da sua próprias reformas (PPR, planos de investimentos diversos, etc)

Não defendo que aqueles que estão à beira de se reformar fiquem sem os seus direitos. E aqueles que estão a meio da carreira contributiva não devem perder os direitos da metade da mesma carreira.

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