Antes de mais gostaria de afirmar que no próximo referendo vou votar sim.
E porque?
eu não sou a favor do aborto. acho que ninguém em consciencia deve ser. felizmente até hoje nunca tive uma situação próxima em que tivesse de tomar a decisão com alguém sobre esse assunto. Mas tenho a consciencia que não é e nem nunca será uma tomada de decisão simples.
Dentro da minha matriz de valores, eu defendo que cada pessoa é responsável pela sua própria vida e por aquilo que faz com ela. Mais do que cada pessoa ser responsabilizada pela sociedade, deve antes demais saber do que quer para si. Naturalmente que a sociedade tem um conjunto de normas morais porque se rege (se não tivesse viveriamos no completo caos), mas também é verdade que essas normas vão se adaptando consoante os tempos, não são estáticas.
Colocando as coisas nos termos mais simples, se uma mulher acha que não tem condições (economicas, morais, de estabilidade, entre outras) deve ter o poder de decisão de fazer o que é melhor para si.
numa sociedade em que isto acontece, ou seja, o aborto acontece da forma mais crua que possa existir, ao menos que a mulher faça aquilo que a sua vontade quer em condições.
Um aborto não é uma decisão fácil. Mas acho que uma mulher deve ter liberdade suficiente para dizer "eu quero abortar, eu não posso, não tenho condições, não posso sustentar este filho".
Por isso eu vou votar sim!
Um blog de discussão onde a esquerda e a direita estão representados mas isso é o que menos importa. Discussão de ideias, porque por ai, já ninguém tem muitas.... PROVOCAR É PRECISO!
quarta-feira, janeiro 31, 2007
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1 comentário:
Diz-me moacho.
Eu ainda não decidi o meu voto... És a favor da pena de morte???
O que está em causa, neste referendo é a despenalização, contudo o Sr. Ministro da Saúde já disse publicamente que, caso o sim ganhasse, imediatamente os hospitais públicos seriam obrigados a fazer abortos concordas com esta medida. Tenho mais dilemas: o que vai fazer o estado com mulheres que, sistematicamente e de forma legitima, já que o corpo é delas, recorram a hospitais para fazer abortos. O que pretende fazer o estado relativamente à inexistência de uma política familiar? O que se deve fazer quando uma mãe queira interromper voluntariamente a gravidez após as 10 semanas de gestação? Deve ser presa?
Outra dúvida. Se um casal tiver um filho em fase terminal e gerar um feto, para ter outro filho, (por exemplo para doar um órgão), mas perceber a meio da gestação que este novo embrião não serve para o efeito deve poder abortar…
Tentarei fazer uma análise mais cuidada..
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